A vaselina e o Aquaphor são itens indispensáveis, mas a escolha entre um e outro não deve ser feita apenas pelo preço. Embora ambos sirvam para proteger a barreira cutânea, as composições químicas revelam que eles entregam resultados distintos para o usuário final.
Segundo a dermatologista Purvisha Patel, fundadora da Advanced Dermatology & Skin Cancer Associates, a principal diferença reside na pureza. A vaselina é composta por 100% de geleia de petróleo, funcionando como um oclusivo puro que impede a perda de água.
Já o Aquaphor é uma formulação mais complexa que mistura a geleia de petróleo com outros ativos potentes. Ele contém lanolina, glicerina, bisabolol e pantenol, o que altera completamente a experiência de uso e a absorção na derme.
Esses ingredientes adicionais fazem com que o produto seja mais fácil de espalhar e menos gorduroso do que o concorrente direto. A presença da glicerina ajuda a atrair umidade para a pele, enquanto o pantenol auxilia na regeneração celular.
Para o médico Richard Bottiglione, fundador da Dermatologist’s Choice Skincare, a decisão de uso passa pela textura. Ele explica que o Aquaphor é mais solúvel em água, o que o torna uma opção mais leve para o dia a dia.
Vaselina
A vaselina tradicional ainda reina quando o objetivo é o isolamento total da pele contra agentes externos. Ela é ideal para evitar assaduras por atrito em atletas ou para proteger pequenos cortes de infecções e umidade excessiva.
Por ser um produto de ingrediente único, ela apresenta um risco quase nulo de reações alérgicas. Isso a torna a escolha mais segura para pessoas com peles extremamente sensíveis ou que possuem alergia à lanolina, presente na fórmula do concorrente.
O papel do Aquaphor na hidratação ativa
O Aquaphor se destaca quando a pele já está danificada ou ressecada e precisa de um alívio imediato. O bisabolol, derivado da camomila, atua como um anti-inflamatório natural que acalma a irritação rapidamente.
Ele é muito utilizado para tratar lábios rachados e calcanhares secos, pois penetra melhor nas camadas superficiais. Mas é importante notar que sua textura mais fluida pode exigir reaplicações mais frequentes do que a barreira espessa da vaselina.
