O pelo encravado é um problema comum que afeta milhares de brasileiros diariamente, mas o que parece ser apenas um incômodo estético pode esconder riscos graves. Segundo a dermatologista Melanie Palm, o hábito de tentar remover esses fios por conta própria, especialmente os mais profundos, é uma prática perigosa.

Essa condição ocorre quando o fio de cabelo cresce para dentro da pele em vez de romper a superfície. O resultado é uma inflamação que gera dor, inchaço e aquela aparência de espinha avermelhada que tanto incomoda no espelho.

Por que o pelo encrava

A principal causa desse problema está diretamente ligada aos métodos de depilação mais populares do mercado. O uso de lâminas, pinças ou cera corta ou remove o fio de uma forma que facilita o seu retorno para o folículo.

De acordo com dados da Mayo Clinic, pessoas com cabelos mais grossos ou encaracolados possuem uma predisposição genética maior a sofrer com isso. As células mortas também podem obstruir os poros, criando uma barreira física para o crescimento natural.

O risco das infecções graves

A tentativa de extração caseira é o maior erro cometido pelos pacientes nas clínicas de dermatologia. Ao usar unhas ou ferramentas não esterilizadas, você abre uma porta de entrada para bactérias perigosas no seu organismo.

A médica Dendy Engelman explica que essa manipulação pode causar hiperpigmentação, cicatrizes permanentes e até infecções que exigem o uso de antibióticos potentes. O corpo precisa de tempo para curar a inflamação de forma natural.

Como prevenir o problema

A prevenção começa muito antes de encostar a lâmina na pele e exige uma rotina de cuidados específica. O uso de água morna antes da depilação ajuda a abrir os poros e suavizar a haste do pelo para o corte.

Outro passo fundamental é a utilização de cremes de barbear ou géis lubrificantes que reduzam o atrito direto. Nunca faça a depilação a seco, pois isso aumenta drasticamente as chances de o pelo curvar-se para dentro da derme.

A esfoliação suave regular é uma aliada poderosa para remover o acúmulo de pele morta. Manter a região sempre hidratada também garante que a pele esteja macia o suficiente para permitir a saída do fio sem resistência.

Quando buscar ajuda médica

Se o pelo encravado persistir por mais de duas semanas ou apresentar sinais de pus e calor local, é hora de parar. Nesses casos, apenas um dermatologista pode realizar a extração segura ou prescrever o tratamento adequado.

Os profissionais contam com tecnologias como a depilação a laser, que é considerada o padrão ouro para acabar com o problema definitivamente. O laser destrói o folículo, impedindo que novos fios encravem naquela região específica do corpo.

Em situações de inflamação severa, médicos podem receitar retinoides para acelerar a renovação celular ou corticoides para reduzir o inchaço. A automedicação com pomadas caseiras pode piorar o quadro e mascarar infecções mais profundas.

O melhor conselho é manter a paciência e focar na higienização correta da área afetada. Mas se a dor se tornar insuportável ou a mancha aumentar de tamanho, procure uma unidade de saúde imediatamente para evitar complicações sistêmicas.

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Jornalista com registro profissional (MT) e integrante estratégica da equipe editorial do Catanduvas em Foco. Atua na comunicação desde 2019 e possui sólida experiência em produção de eventos e web design. Como editora e redatora da Estúdio Mídia Publicidades LTDA, contribui para a curadoria de conteúdos factuais e relevantes que atendem a uma audiência de mais de 10 milhões de leitores, focando em ética, agilidade e precisão informativa.