O peixe-prata, conhecido cientificamente como Lepisma saccharina, tornou-se um dos visitantes mais indesejados e silenciosos nas residências brasileiras durante as estações úmidas.

Esses insetos de hábito noturno possuem uma dieta peculiar que inclui amido, cola de livros, fibras de algodão e até restos de pele humana.

Embora não transmitam doenças graves diretamente aos humanos, sua presença indica problemas estruturais de umidade e higiene que podem desencadear crises alérgicas graves em pessoas sensíveis.

O perigo invisível escondido nas frestas

De acordo com especialistas do National Pesticide Information Center (NPIC), em parceria com a Oregon State University, o peixe-prata é um sobrevivente resiliente.

Eles escolhem locais escuros como sótãos, banheiros e armários para depositar seus ovos, longe do alcance da luz e da limpeza comum.

O maior dano causado por essa praga é material, pois eles destroem documentos históricos, fotografias antigas e roupas de tecidos naturais sem que o morador perceba.

Estratégias de controle e vedação de alimentos

A primeira linha de defesa contra esses invasores é a organização rigorosa da despensa e dos armários de mantimentos.

O NPIC recomenda que itens como farinha, açúcar, massas e rações de animais sejam mantidos em recipientes herméticos de vidro ou plástico resistente.

Como esses insetos conseguem entrar em embalagens de papelão facilmente, a vedação total é a única forma de cortar a fonte de alimentação.

O combate direto através da umidade

O especialista Dan DiClerico, do Good Housekeeping Institute, alerta que o peixe-prata depende visceralmente de ambientes úmidos para sobreviver.

O uso de desumidificadores em porões e a ventilação constante de banheiros são medidas essenciais para tornar a casa um ambiente hostil para a praga.

Mas não basta apenas secar o ar. É necessário investigar vazamentos em tubulações e vedar rachaduras externas com calafetagem para impedir a entrada de novos espécimes.

Desapego como ferramenta de limpeza

Manter pilhas de jornais antigos, revistas e caixas de papelão é como oferecer um banquete gratuito e um hotel cinco estrelas para esses insetos.

O destralhamento não é apenas uma questão de estética, mas uma medida sanitária crucial para eliminar esconderijos e locais de reprodução.

Se você possui itens de papel que não pode descartar, a orientação é armazená-los em caixas plásticas seladas para garantir a integridade do material.

Métodos naturais e químicos de eliminação

Uma solução eficaz e menos tóxica é o uso da terra diatomácea, um pó mineral que destrói o revestimento ceroso do inseto, levando-o à desidratação.

A aplicação deve ser feita nos rodapés e fendas durante a noite, período em que os insetos estão mais ativos e circulam pela casa.

Em casos de infestações severas, o uso de ácido bórico em iscas pode ser necessário, mas exige cautela extrema por parte dos moradores.

Cuidados essenciais com crianças e pets

O Centro Nacional de Controle de Venenos adverte que o ácido bórico e outros pesticidas químicos podem ser altamente tóxicos se ingeridos ou inalados.

Se você possui crianças pequenas ou animais de estimação, essas substâncias devem ser mantidas em locais de acesso impossível para eles.

Em situações onde o controle doméstico não surte efeito, a recomendação final é buscar o auxílio de uma empresa profissional de dedetização para garantir a segurança da família.

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Jornalista com registro profissional (MT) e integrante estratégica da equipe editorial do Catanduvas em Foco. Atua na comunicação desde 2019 e possui sólida experiência em produção de eventos e web design. Como editora e redatora da Estúdio Mídia Publicidades LTDA, contribui para a curadoria de conteúdos factuais e relevantes que atendem a uma audiência de mais de 10 milhões de leitores, focando em ética, agilidade e precisão informativa.