A depressão sazonal em cães e gatos é um tema que ganha força com a chegada das frentes frias e dias mais curtos. Embora não exista um diagnóstico clínico oficial para animais, o comportamento deles muda drasticamente nesta época.

Segundo o médico veterinário Gary Richter, fundador da Ultimate Pet Nutrition, os animais sentem o impacto emocional das mudanças ambientais. O especialista afirma que o sofrimento mental dos pets é real e visível no cotidiano das famílias.

Como identificar os sinais de tristeza no pet

Os sintomas mais comuns em cães incluem o aumento do sono e um isolamento incomum. Muitos tutores percebem que o animal deixa de interagir ou apresenta uma irritabilidade que não existia nos meses de calor.

Em gatos, o fenômeno pode ser o oposto devido à natureza noturna da espécie. Com noites mais longas, eles podem ficar extremamente agitados, o que também gera estresse acumulado se não houver estímulo adequado dentro de casa.

De acordo com estudos da Associação Americana de Medicina Veterinária, a falta de luz solar afeta o ritmo circadiano. Isso altera a produção de melatonina e serotonina, substâncias que regulam o humor tanto em humanos quanto em animais.

O perigo do tédio e da falta de exercícios

O frio intenso muitas vezes impede os passeios diários, o que é um gatilho para comportamentos destrutivos. Cães entediados tendem a latir mais, mastigar móveis ou destruir objetos pessoais por pura frustração acumulada.

Especialistas da Universidade de Harvard já apontaram que a redução da atividade física impacta diretamente a saúde mental. Para os pets, essa privação de estímulos sensoriais externos é um fator de risco para a ansiedade.

Manter a mente do animal ocupada é fundamental quando o clima não ajuda. O uso de brinquedos de inteligência e comedouros lentos ajuda a gastar energia mental sem precisar sair debaixo do teto.

Estratégias para manter o bem estar animal

A manutenção de uma rotina rigorosa é a principal recomendação dos veterinários para combater esse quadro. Alimentar e brincar com o pet nos mesmos horários ajuda a reduzir a incerteza e a ansiedade de separação.

Uma alternativa interessante é levar o cão para passear em locais fechados que aceitam animais. Shoppings e lojas de construção costumam ser boas opções para uma caminhada em ambiente controlado e protegido da chuva ou neve.

O contato físico e o tempo de qualidade também são remédios poderosos. O carinho aumenta os níveis de oxitocina no animal, fortalecendo o vínculo e combatendo a sensação de abandono que o isolamento do inverno pode causar.

Quando procurar ajuda profissional especializada

É importante observar se as mudanças de comportamento são acompanhadas de falta de apetite ou letargia extrema. Se o animal parar de comer ou demonstrar dor ao se movimentar, o problema pode ser físico e não apenas emocional.

Doenças como a artrite costumam piorar no frio, causando um desconforto que pode ser confundido com tristeza. Por isso, um check-up com um veterinário de confiança é essencial para descartar patologias clínicas graves.

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Jornalista com registro profissional (MT) e integrante estratégica da equipe editorial do Catanduvas em Foco. Atua na comunicação desde 2019 e possui sólida experiência em produção de eventos e web design. Como editora e redatora da Estúdio Mídia Publicidades LTDA, contribui para a curadoria de conteúdos factuais e relevantes que atendem a uma audiência de mais de 10 milhões de leitores, focando em ética, agilidade e precisão informativa.