A intolerância à lactose não precisa ser o fim da linha para os amantes de laticínios que buscam sabor e nutrição. Muitas pessoas acreditam que o diagnóstico exige a exclusão total de queijos, mas a ciência mostra um caminho diferente e muito mais saboroso.

Segundo a nutricionista Michelle Routhenstein, especialista em cardiologia preventiva, a intolerância ocorre quando o corpo produz pouca lactase. Essa enzima é a responsável por quebrar o açúcar natural do leite, evitando desconfortos como gases e inchaço.

O segredo para continuar comendo queijo está no processo de fabricação e maturação de cada tipo. Durante a produção, boa parte da lactose é eliminada junto com o soro, facilitando a digestão posterior por pessoas sensíveis.

Os campeões da digestão leve

O Parmesão é um dos grandes destaques positivos para quem sofre com o problema gástrico. De acordo com a nutricionista Amanda Sauceda, esse queijo possui menos de 0,1 grama de lactose por porção de 30 gramas.

Isso acontece porque o Parmesão passa por um longo período de cura, onde as bactérias consomem o açúcar do leite. Além de seguro, ele é uma fonte riquíssima de cálcio e magnésio, essenciais para a saúde dos ossos.

Outra opção excelente encontrada facilmente nos mercados é o Cheddar. Por ser um queijo duro e envelhecido, ele apresenta menos de 2% de lactose em sua composição total, sendo muito mais leve que o leite comum.

Variedades cremosas e surpreendentes

Muita gente se surpreende ao saber que o Brie, com sua textura amanteigada, também é bem tolerado. A especialista Michelle Routhenstein explica que as bactérias presentes no Brie continuam quebrando a lactose mesmo após a embalagem.

O Queijo de Cabra surge como uma alternativa inteligente para variar o cardápio diário. Ele possui uma estrutura de gordura menor e acidez moderada, o que o torna naturalmente mais gentil com o sistema digestivo humano.

Já o Gouda e o Havarti, quando devidamente maturados, mantêm níveis de lactose em torno de 1%. Esses queijos são ideais para tábuas de frios ou para derreter em receitas quentes sem causar grandes impactos abdominais.

Opções frescas e cuidados necessários

O Queijo Feta, muito comum na culinária mediterrânea, é outra escolha segura com apenas 1% de açúcar residual. Ele é geralmente feito de leite de ovelha, que costuma ter menos lactose que as versões de vaca.

Para quem prefere o Cottage, o cuidado deve ser um pouco maior, mas ainda há esperança. Ele possui entre 3% e 4% de lactose, então a recomendação médica é começar com porções pequenas para testar a tolerância individual.

O Queijo Suíço, famoso por seus buracos, também entra na lista dos permitidos. Durante a fermentação, as bactérias produzem dióxido de carbono e eliminam quase todo o açúcar, deixando o alimento seguro para o consumo moderado.

Orientações finais e segurança alimentar

É fundamental entender que a intolerância à lactose é diferente de uma alergia à proteína do leite. No caso de alergia severa, nenhum desses queijos deve ser consumido, pois as proteínas continuam presentes no alimento.

A recomendação dos especialistas é sempre consumir esses queijos acompanhados de outros alimentos. Isso retarda a digestão e ajuda o intestino a processar as pequenas quantidades de açúcar de forma mais eficiente e sem crises.

Sempre verifique o rótulo em busca de termos como maturado ou envelhecido. Quanto mais tempo o queijo descansa, menor será o teor de lactose final, garantindo uma refeição prazerosa e livre de sintomas indesejados.

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Jornalista com registro profissional (MT) e integrante estratégica da equipe editorial do Catanduvas em Foco. Atua na comunicação desde 2019 e possui sólida experiência em produção de eventos e web design. Como editora e redatora da Estúdio Mídia Publicidades LTDA, contribui para a curadoria de conteúdos factuais e relevantes que atendem a uma audiência de mais de 10 milhões de leitores, focando em ética, agilidade e precisão informativa.