O resfriado comum atinge os brasileiros com frequência e exige cuidados específicos para evitar complicações maiores. Segundo dados do Ministério da Saúde, a temporada atual no Brasil já registra números significativos de doenças respiratórias devido às oscilações climáticas.

Entender a diferença entre uma indisposição leve e um quadro grave é vital para a sobrevivência. A gripe pode evoluir rapidamente para hospitalizações e quadros de pneumonia. Até o momento, o monitoramento epidemiológico nacional aponta milhares de casos relacionados ao vírus influenza que demandam vigilância.

Especialistas reforçam que o diagnóstico precoce muda o rumo do tratamento. Enquanto o resfriado surge de forma gradual, a gripe ataca o organismo com violência. O impacto no corpo é imediato e muitas vezes incapacitante.

Como identificar os sinais no corpo

O resfriado costuma começar com uma leve coceira na garganta ou coriza. Os sintomas são moderados e incluem espirros e congestão nasal. Geralmente, o paciente consegue manter suas atividades básicas com algum esforço.

Já a gripe apresenta um cenário muito mais severo. A febre alta surge de repente, acompanhada de dores musculares intensas e fadiga extrema. Calafrios, dor de cabeça e até episódios de vômito são comuns nesse quadro viral.

De acordo com o médico infectologista Dr. Nipunie Rajapakse, da Mayo Clinic, alguns sinais são alertas vermelhos. Dificuldade para respirar ou febre que não baixa de 38 graus exigem socorro médico imediato em unidades de pronto atendimento.

Tratamentos validados e ciência aplicada

A recuperação depende de repouso absoluto e hidratação constante. O uso de ibuprofeno ou paracetamol ajuda a controlar as dores conforme orientação de bulas e profissionais. Mas o uso de antivirais específicos deve ter recomendação médica direta.

O Dr. Glenn Wortmann, do MedStar Washington Hospital Center, desmistifica o uso de líquidos quentes. Eles não matam os germes no estômago, mas mantêm as vias aéreas úmidas. Isso facilita a expulsão dos vírus pelo corpo.

Um estudo publicado em julho de 2025 trouxe uma confirmação interessante sobre a canja de galinha. O prato reduz marcadores inflamatórios em doenças respiratórias. Isso significa que o alimento pode realmente encurtar o tempo de doença.

Remédios naturais e alívio caseiro

O gargarejo com água morna e sal é uma técnica recomendada pela Mayo Clinic. Essa mistura simples ajuda a higienizar a garganta inflamada. O uso de mel também é validado como um potente bactericida natural para alívio da irritação.

Chás de gengibre ou hortelã auxiliam no alívio de náuseas e na abertura das vias respiratórias. Manter um umidificador de ar ao lado da cama é outra estratégia eficaz no clima seco de muitas regiões brasileiras. A umidade ajuda a acalmar os tecidos inflamados do nariz.

Para quem busca praticidade, pastilhas com mentol e mel são opções viáveis. Elas promovem um resfriamento imediato da garganta e ajudam a controlar a tosse. A hidratação forçada através de caldos e chás é a regra fundamental.

Quando procurar ajuda profissional

Não ignore sintomas que durem mais de 14 dias. A persistência de dores de cabeça extremas e rigidez no pescoço pode indicar meningite. A sensibilidade à luz forte também é um sintoma que requer avaliação urgente.

É fundamental monitorar a capacidade de manter líquidos no organismo. O vômito severo leva à desidratação rápida, complicando o quadro clínico. O acompanhamento médico é indispensável se a febre persistir por muitos dias.

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Jornalista com registro profissional (MT) e integrante estratégica da equipe editorial do Catanduvas em Foco. Atua na comunicação desde 2019 e possui sólida experiência em produção de eventos e web design. Como editora e redatora da Estúdio Mídia Publicidades LTDA, contribui para a curadoria de conteúdos factuais e relevantes que atendem a uma audiência de mais de 10 milhões de leitores, focando em ética, agilidade e precisão informativa.