O Coelhinho da Páscoa é muito mais do que um simples mascote fofo que entrega doces para as crianças. Segundo dados da Federação Nacional de Varejo, o feriado movimenta cerca de 22 bilhões de dólares anualmente apenas nos Estados Unidos.

Essa figura icônica funciona como o motor de uma economia que envolve roupas, flores e, claro, toneladas de chocolate. Mas você já parou para pensar de onde surgiu essa tradição que domina o nosso calendário?

A verdadeira origem alemã da lenda

Embora muitos associem o coelho a tradições religiosas modernas, a origem do personagem é puramente germânica. No século XVII, o folclore alemão já mencionava o Oschter Haws, uma lebre mística que visitava crianças bem-comportadas.

Essas crianças preparavam ninhos usando seus próprios chapéus para receber ovos coloridos. Quando os imigrantes alemães chegaram à Pensilvânia no século XVIII, trouxeram o costume que se espalhou pelo mundo todo.

Com o passar do tempo, os chapéus deram lugar às cestas decoradas. Além disso, o que antes eram apenas ovos cozidos e pintados, transformou-se em um mercado gigante de guloseimas.

O domínio dos coelhos de chocolate

A ideia de transformar o mascote em doce também nasceu na Alemanha durante o século XIX. Naquela época, o país se tornava o epicentro da fabricação de chocolate na Europa.

O primeiro registro de um coelho de chocolate gigante nos Estados Unidos pertence a Robert Strohecker. Em 1890, o dono de uma farmácia criou uma peça de 1,5 metro para promover seu negócio.

Atualmente, a escala é impressionante. De acordo com o jornal USA Today, cerca de 90 milhões de coelhos de chocolate são vendidos todos os anos. Isso mostra a força cultural desse símbolo.

Curiosidades globais e o recorde brasileiro

Nem todo país celebra a data da mesma forma. Na França, por exemplo, quem traz os doces são os Sinos Voadores, que silenciariam na Sexta-Feira Santa para buscar bênçãos em Roma.

Já na Austrália, existe um movimento para substituir o coelho pelo Bilby da Páscoa. Isso ocorre porque o coelho é considerado uma espécie invasora que prejudica a fauna local australiana.

O Brasil também deixou sua marca na história mundial da data. Em 2017, o país conquistou o recorde do Guinness World Records com o maior coelho de chocolate do mundo.

A peça, esculpida em Uberaba, tinha mais de 4 metros de altura e pesava quase 4,5 toneladas. Foram necessários oito profissionais e oito dias de trabalho intenso para concluir a obra.

O perigo de presentear animais vivos

Um ponto fundamental que precisa de atenção é a segurança e o bem-estar dos animais reais. A House Rabbit Society faz um alerta urgente sobre o hábito de dar coelhos vivos de presente.

Dados da organização mostram que até 80% dos coelhos em abrigos foram comprados como presentes de Páscoa e depois abandonados. Coelhos são animais sensíveis que exigem cuidados específicos e vivem por muitos anos.

A recomendação de especialistas em bem-estar animal é clara. Se você quer celebrar a data, opte sempre pelas versões de chocolate ou pelúcia.

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Jornalista com registro profissional (MT) e integrante estratégica da equipe editorial do Catanduvas em Foco. Atua na comunicação desde 2019 e possui sólida experiência em produção de eventos e web design. Como editora e redatora da Estúdio Mídia Publicidades LTDA, contribui para a curadoria de conteúdos factuais e relevantes que atendem a uma audiência de mais de 10 milhões de leitores, focando em ética, agilidade e precisão informativa.