A água com gás tornou-se a queridinha de quem busca uma vida mais saudável sem abrir mão do prazer de uma bebida efervescente. Muitas pessoas substituem o refrigerante pela versão gaseificada da água esperando colher apenas benefícios. Mas o que realmente acontece com o corpo humano ao adotar esse hábito diariamente?

Segundo a nutricionista Adiana Castro, da Compass Nutrition em Nova York, a bebida é uma ferramenta poderosa para a hidratação. O consumo regular ajuda a atingir a meta diária de líquidos, algo que muitos brasileiros negligenciam no cotidiano corrido.

O impacto real no organismo

A água com gás é basicamente água infundida com dióxido de carbono. Em alguns casos, ela contém minerais naturais como cálcio, magnésio e potássio. Esses elementos são fundamentais para a saúde óssea e a função muscular, conforme explica a especialista Laura Hershey.

Embora os minerais estejam presentes, a quantidade é pequena. Eles não substituem uma dieta equilibrada, mas oferecem um suporte extra para o corpo. A grande vantagem está na ausência de açúcares e calorias, comuns em bebidas industrializadas.

Para quem tenta parar de beber álcool ou refrigerante, a água gaseificada surge como uma alternativa festiva. Ela mantém a sensação tátil das bolhas na boca, o que engana o cérebro e reduz a ansiedade por bebidas menos saudáveis.

Saciedade e controle de glicose

Estudos citados pela nutricionista Jessica Clancy-Strawn sugerem que a carbonatação pode aumentar a distensão abdominal. Isso gera uma sensação de saciedade mais rápida, o que pode auxiliar indiretamente no controle do peso ao reduzir a fome entre as refeições.

Além disso, pesquisas preliminares indicam que a água gaseificada pode melhorar a forma como as células usam a glicose. Isso poderia, em teoria, ajudar na manutenção de níveis estáveis de açúcar no sangue, embora mais estudos sejam necessários para confirmar esse efeito a longo prazo.

Outro ponto curioso é o impacto no cérebro. Beber água com gás em ambientes quentes pode aumentar temporariamente o fluxo sanguíneo cerebral. Isso melhora o estado de alerta, a motivação e até o humor de quem consome.

Nem tudo são flores no mundo das bolhas. Um alerta importante feito por profissionais de saúde envolve o esmalte dentário. A acidez leve da carbonatação pode causar um desgaste gradual nos dentes se o consumo for excessivo e sem critério.

Para proteger o sorriso, especialistas recomendam o uso de canudos ou enxaguar a boca com água comum logo após o consumo. Evitar versões com sabores cítricos artificiais também ajuda a reduzir a erosão ácida na dentição.

No sistema digestivo, o gás pode ser um vilão para pessoas sensíveis. Quem sofre de refluxo ácido, gases ou inchaço abdominal deve moderar o consumo. A pressão do gás no estômago pode agravar esses sintomas desconfortáveis.

Para aproveitar o melhor da bebida, o ideal é optar pelas versões naturais. Adicionar fatias de limão, hortelã ou frutas vermelhas frescas potencializa o sabor sem adicionar químicas desnecessárias ao organismo.

Misturar chás de ervas, como o de hibisco, com água com gás cria um refresco natural e sofisticado. É uma forma inteligente de manter o corpo hidratado e o paladar satisfeito sem comprometer a saúde metabólica.

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Jornalista com registro profissional (MT) e integrante estratégica da equipe editorial do Catanduvas em Foco. Atua na comunicação desde 2019 e possui sólida experiência em produção de eventos e web design. Como editora e redatora da Estúdio Mídia Publicidades LTDA, contribui para a curadoria de conteúdos factuais e relevantes que atendem a uma audiência de mais de 10 milhões de leitores, focando em ética, agilidade e precisão informativa.