A foliculite é frequentemente confundida com espinhas comuns, mas especialistas alertam que a acne nas pernas é um fenômeno extremamente raro. O que muitos pacientes interpretam como uma erupção cutânea tradicional é, na verdade, uma inflamação nos folículos pilosos.
Segundo a dermatologista Annie Chiu, certificada pelo conselho da Califórnia, essa confusão ocorre porque as lesões podem apresentar pus e crostas. No entanto, a origem do problema está ligada diretamente aos pelos, mesmo os mais finos, que sofrem irritação constante.
Como identificar os sinais de alerta
Identificar a diferença entre uma espinha e a foliculite é o primeiro passo para um tratamento eficaz. Enquanto a acne facial tem causas hormonais ou bacterianas específicas, a inflamação nas pernas costuma causar coceira ou queimação localizada.
De acordo com a Dra. Stacy Chimento, o uso de roupas muito apertadas é um dos principais vilões. O atrito constante e o abafamento da pele criam o ambiente perfeito para que os folículos fiquem obstruídos e inflamados.
Se você notar que os inchaços surgiram de repente ou apresentam crostas amarelas, o cuidado deve ser redobrado. Nesses casos, é fundamental buscar um médico para descartar uma infecção bacteriana mais grave que exija antibióticos.
O papel da higiene e do vestuário
A prevenção da foliculite passa por mudanças simples no cotidiano que evitam o calor e o suor excessivo. Especialistas recomendam priorizar roupas de algodão e cortes mais largos para permitir que a pele respire adequadamente.
Outro ponto crucial é a rotina pós-treino. A orientação é trocar de roupa imediatamente após atividades físicas e tomar um banho rápido para remover as bactérias acumuladas pelo suor, evitando que entrem nos poros.
A forma como você remove os pelos influencia diretamente na saúde das suas pernas. A Dra. Annie Chiu sugere que, se a inflamação for recorrente, o ideal é interromper a depilação até que a pele esteja totalmente recuperada.
Ao voltar a usar a lâmina, utilize sempre creme de barbear e siga a direção do crescimento do pelo. O uso de lâminas afiadas e a esfoliação suave após o processo ajudam a evitar que o pelo encrave e gere novos focos.
O uso de loções hidratantes com ingredientes calmantes, como a aveia, é altamente recomendado. Esses componentes ajudam a restaurar a barreira cutânea e diminuem a sensibilidade logo após a agressão da lâmina na pele.
Tratamentos recomendados por especialistas
Para o tratamento ativo, a dermatologista Shari Marchbein indica o uso de limpadores que contenham ácido salicílico ou peróxido de benzoíla. Esses ativos ajudam a desobstruir os poros e combater microrganismos nocivos.
Produtos como o PanOxyl, que possui uma concentração de 10% de peróxido de benzoíla, são citados como aliados no controle das lesões. Mas lembre-se que o uso de antibióticos tópicos, como a clindamicina, deve ter acompanhamento médico.
Em casos onde a foliculite se torna crônica e resistente aos métodos tradicionais, a depilação a laser surge como a solução definitiva. Ao eliminar o folículo, você remove a causa raiz da inflamação e garante uma pele lisa
