A coluna vertebral precisa de cuidados específicos durante o repouso para evitar dores crônicas e o desgaste precoce dos discos intervertebrais. Segundo a renomada neurocirurgiã Dra. Betsy Grunch, a forma como nos posicionamos na cama determina se acordaremos revigorados ou com rigidez muscular severa.

Em uma análise técnica detalhada, a especialista reforça que o objetivo principal deve ser manter o alinhamento neutro da espinha. Isso significa respeitar as curvaturas naturais do corpo humano, evitando pressões desnecessárias em pontos sensíveis como o pescoço e a região lombar.

As posições recomendadas pelos especialistas

Para quem prefere dormir de costas, a Dra. Betsy Grunch sugere uma técnica simples e eficaz. Colocar um travesseiro embaixo dos joelhos ajuda a manter uma leve flexão, o que reduz a tensão na base da coluna e favorece o descanso.

Já para os adeptos de dormir de lado, o segredo está no uso de um travesseiro entre os joelhos. Essa prática alinha o quadril com a coluna, impedindo que a perna de cima puxe o tronco para uma rotação prejudicial durante a madrugada.

O perigo de dormir de bruços

A maior restrição apontada pela neurocirurgia é o hábito de dormir de bruços. Essa posição força o pescoço a ficar virado para um dos lados por horas, o que gera uma sobrecarga imensa nas articulações cervicais e retira a coluna de sua posição natural.

Além da posição, a escolha do travesseiro é fundamental para a saúde do sistema esquelético. O item ideal não deve ser nem muito alto, nem muito baixo. Ele precisa garantir que o pescoço fique perfeitamente reto em relação ao restante do corpo.

Hábitos que destroem a saúde da coluna

A saúde das costas não depende apenas do colchão, mas de escolhas diárias. A Dra. Grunch alerta que a nicotina é um dos maiores vilões da regeneração dos discos intervertebrais, pois reduz o fluxo sanguíneo essencial para a nutrição da coluna.

O uso de cigarros eletrônicos, adesivos ou fumo tradicional acelera a degeneração discocelular. Então, quem busca uma vida sem dores precisa considerar o abandono dessas substâncias o quanto antes para preservar a mobilidade a longo prazo.

Movimento e técnica de levantamento

O sedentarismo é outro fator crítico que enfraquece a musculatura de suporte das costas. Manter-se em movimento, mesmo com caminhadas leves, é essencial para lubrificar as articulações e fortalecer o core, que protege a espinha de lesões.

Outro ponto de atenção é a forma como levantamos objetos pesados no dia a dia. A recomendação clássica de usar a força das pernas, e não das costas, continua sendo a regra de ouro para evitar hérnias de disco e travamentos repentinos.

Cuidados finais e prevenção

É importante lembrar que dores persistentes que irradiam para as pernas ou braços devem ser avaliadas por um ortopedista ou neurocirurgião. O uso de travesseiros de espuma de memória ou lã pode ajudar no conforto, mas não substitui o tratamento médico adequado.

Manter a postura correta ao dormir e evitar vícios como o tabagismo são passos fundamentais. Pequenos ajustes na rotina noturna podem ser a diferença entre uma velhice ativa ou uma vida limitada por dores crônicas nas costas.

Compartilhar.

Jornalista com registro profissional (MT) e integrante estratégica da equipe editorial do Catanduvas em Foco. Atua na comunicação desde 2019 e possui sólida experiência em produção de eventos e web design. Como editora e redatora da Estúdio Mídia Publicidades LTDA, contribui para a curadoria de conteúdos factuais e relevantes que atendem a uma audiência de mais de 10 milhões de leitores, focando em ética, agilidade e precisão informativa.