A busca pela pele de vidro, ou glass skin, deixou de ser um nicho da beleza coreana para dominar as rotinas de autocuidado em 2026. Mais do que um efeito visual de maquiagem, essa tendência foca na saúde da barreira cutânea e na hidratação profunda. De acordo com a especialista em K-Beauty Alicia Yoon, o objetivo não é criar um brilho artificial, mas alcançar uma luminosidade que vem de dentro para fora.

O segredo está na hidratação e não no excesso

Para conquistar esse aspecto translúcido, a preparação da pele é o passo mais importante. Segundo a Dra. Sarah Brasil (CRM-PA 9710), a hidratação adequada fortalece a proteção natural do corpo contra poluição e raios UV. O uso de ativos como a niacinamida e o ácido hialurônico é fundamental nesse processo. Enquanto a vitamina B3 recupera a barreira, o ácido atrai água para as células, garantindo o viço característico.

Especialistas da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) reforçam que uma pele saudável reflete a luz naturalmente. Por isso, o uso de séruns leves e essências leitosas é preferível a cremes pesados que podem obstruir os poros. A ideia é construir camadas de umidade que deixem o rosto com aspecto descansado e radiante, sem parecer oleoso ou pegajoso.

Os perigos da esfoliação sem controle

Um erro comum na tentativa de obter a pele de vidro é o uso exagerado de esfoliantes. A Dra. Paola Pomerantzeff, membro da SBD, alerta que a esfoliação excessiva pode causar microfissuras e inflamações. Quando a barreira de proteção é rompida, a pele perde água rapidamente, tornando-se opaca e sensível. Isso gera o efeito oposto ao desejado, acelerando inclusive a degradação do colágeno.

Dermatologistas recomendam que a renovação celular seja feita de forma gentil, preferencialmente com ácidos suaves como o mandélico. O foco deve ser sempre a preservação do manto lipídico. Se a pele apresentar vermelhidão ou ardência, é sinal de que o escudo protetor foi danificado e precisa de reparo imediato com ceramidas e pantenol.

Maquiagem estratégica para o acabamento final

A maquiagem no estilo glass skin atua apenas como um complemento à rotina de cuidados. A recomendação é evitar bases de alta cobertura e acabamento mate, que escondem o brilho natural. Em vez disso, o mercado aposta em tintas de pele e corretivos hidratantes que mantêm a textura real visível. O uso de iluminadores cremosos em pontos estratégicos ajuda a simular o reflexo vítreo.

A técnica consiste em aplicar produtos em creme sobre as maçãs do rosto e têmporas. O pó deve ser usado apenas na zona T para controlar o brilho excessivo onde for necessário. Segundo especialistas da Alamo Heights Dermatology, produtos híbridos que misturam maquiagem com proteção solar são excelentes aliados para manter o visual ao longo do dia.

Cuidados essenciais

Embora a tendência seja positiva por incentivar o cuidado preventivo, é preciso ter cautela com promessas de perfeição absoluta. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e diversos órgãos dermatológicos lembram que poros e texturas são características naturais do órgão humano. O uso de filtros em redes sociais muitas vezes cria expectativas irreais sobre o que é uma pele saudável.

O uso diário de protetor solar continua sendo a regra de ouro inegociável. Sem a proteção contra os danos solares, nenhum investimento em séruns ou cremes terá efeito duradouro. O envelhecimento precoce e manchas causadas pelo sol são os maiores inimigos da luminosidade. Portanto, o brilho saudável só é possível com uma rotina equilibrada e acompanhamento profissional regular.

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Jornalista com registro profissional (MT) e integrante estratégica da equipe editorial do Catanduvas em Foco. Atua na comunicação desde 2019 e possui sólida experiência em produção de eventos e web design. Como editora e redatora da Estúdio Mídia Publicidades LTDA, contribui para a curadoria de conteúdos factuais e relevantes que atendem a uma audiência de mais de 10 milhões de leitores, focando em ética, agilidade e precisão informativa.