A hidratação correta é um dos pilares fundamentais para a manutenção da vida e do equilíbrio metabólico humano. Beber água não é apenas uma recomendação estética ou um hábito passageiro, mas uma necessidade fisiológica crítica para o funcionamento dos órgãos.

Segundo dados da Mayo Clinic, renomado centro médico dos Estados Unidos, a quantidade ideal de ingestão hídrica varia conforme o peso e o gênero. As mulheres devem consumir cerca de 2,2 litros por dia, enquanto os homens precisam de aproximadamente 3 litros.

Para facilitar o cálculo individual, especialistas sugerem dividir o peso corporal por trinta. Uma pessoa de 70 quilos, por exemplo, necessita de pelo menos 2,3 litros diários para manter o sistema operando sem sobrecarga.

Riscos graves para o sistema renal

Quando o consumo de água é insuficiente de forma estrutural, os rins são os primeiros a sofrer as consequências. A água é o veículo que mantém os vasos sanguíneos abertos e permite o transporte de nutrientes.

Sem o fluido necessário, o processo de filtragem se torna ineficiente. Isso permite que resíduos e toxinas se acumulem nos tecidos renais, elevando drasticamente o risco de pedras nos rins e infecções severas.

A Sociedade Brasileira de Nefrologia alerta que a urina amarela escura é um sinal claro de desidratação. Se esse estado persistir, o paciente pode desenvolver danos renais permanentes e inflamações crônicas.

Impacto direto na função cognitiva

O cérebro também depende diretamente da hidratação para manter o sistema nervoso em pleno funcionamento. A falta de líquidos prejudica o transporte de substâncias essenciais para os neurônios.

É comum que pessoas desidratadas relatem uma sensação de névoa mental ou confusão. A ciência explica que a deficiência de fluidos leva a problemas de memória e perda de concentração imediata.

Além disso, oscilações de humor e irritabilidade sem causa aparente podem ser sinais de que o corpo está implorando por água. O sistema nervoso entra em alerta quando o volume sanguíneo diminui.

Visão e pressão arterial em xeque

A saúde ocular é outro ponto de atenção negligenciado por muitos. Olhos secos, cansados ou com visão embaçada são sintomas frequentes de baixa ingestão de líquidos.

Isso ocorre porque os resíduos oculares não são drenados corretamente sem a hidratação adequada. O corpo prioriza órgãos vitais e retira a umidade das mucosas e extremidades.

A desidratação também provoca a queda da pressão arterial. Esse fenômeno causa tonturas frequentes e pode levar a desmaios, especialmente em dias quentes ou durante atividades físicas moderadas.

Como garantir a hidratação segura

É importante entender que o excesso de água também exige cautela, embora a falta seja o problema mais comum na população moderna. O equilíbrio é a chave para a longevidade.

Especialistas recomendam carregar sempre uma garrafa e monitorar a cor da urina ao longo do dia. Beber água antes de sentir sede é a melhor estratégia preventiva para evitar crises.

Em casos de doenças preexistentes nos rins ou no coração, é fundamental consultar um médico nefrologista ou cardiologista. Eles podem ajustar as metas de ingestão hídrica de acordo com as limitações específicas de cada organismo.

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Jornalista com registro profissional (MT) e integrante estratégica da equipe editorial do Catanduvas em Foco. Atua na comunicação desde 2019 e possui sólida experiência em produção de eventos e web design. Como editora e redatora da Estúdio Mídia Publicidades LTDA, contribui para a curadoria de conteúdos factuais e relevantes que atendem a uma audiência de mais de 10 milhões de leitores, focando em ética, agilidade e precisão informativa.