O pão de forma é um dos itens mais presentes na mesa dos brasileiros, mas a escolha do produto ideal no supermercado ainda gera muitas dúvidas. Para muitos consumidores, as prateleiras repletas de rótulos como integral, multigrãos ou artesanal parecem um labirinto nutricional difícil de decifrar.
Especialistas em nutrição afirmam que o segredo para uma dieta equilibrada não é cortar o carboidrato, mas sim saber ler as entrelinhas das embalagens. De acordo com a nutricionista Lisa Andrews, o erro mais comum é confiar apenas no marketing visual da frente do pacote.
O poder do primeiro ingrediente na lista
A regra de ouro para identificar um produto de qualidade começa pela lista de ingredientes. Segundo as diretrizes da Anvisa e recomendações de especialistas da Universidade de Harvard, os ingredientes são listados em ordem decrescente de quantidade.
Isso significa que o primeiro item deve ser obrigatoriamente farinha de trigo integral ou grãos integrais. Se o rótulo começar com farinha enriquecida com ferro e ácido fólico, trata-se de farinha branca refinada, perdendo nutrientes essenciais.
O termo integral garante que o grão manteve o farelo e o germe. Essas partes são ricas em fibras e vitaminas do complexo B, que são fundamentais para o bom funcionamento do metabolismo e do sistema digestivo no dia a dia.
A meta dos três gramas de fibra por fatia

Outro ponto crucial destacado por nutricionistas como Ana Pruteanu é a quantidade de fibras por porção. O ideal é que cada fatia de pão contenha, no mínimo, 3 gramas de fibra alimentar para ser considerada realmente nutritiva.
A fibra desempenha um papel vital na saúde moderna. Ela ajuda a promover a saciedade, evitando picos de fome, e auxilia no controle do açúcar no sangue. Além disso, o consumo adequado de fibras está ligado à redução do colesterol ruim.
Uma dica prática para o consumidor é fazer o teste do toque. Pães que são muito fofos e leves geralmente possuem mais ar e farinha refinada. Já os pães mais densos e pesados costumam indicar uma concentração maior de grãos e fibras reais.
O perigo do açúcar escondido no pão
Um dos grandes vilões do pão industrializado é o açúcar adicionado. Muitas marcas utilizam xarope de milho ou açúcar para melhorar o sabor e a conservação, o que pode prejudicar quem busca o emagrecimento ou o controle do diabetes.
A nutricionista Jessica Strawn recomenda priorizar marcas que utilizem zero açúcar ou adoçantes naturais, como sucos de frutas. É preciso ficar atento aos nomes técnicos nos rótulos, pois o açúcar pode aparecer disfarçado de maltodextrina ou xarope de glicose.
Mas se você prefere um sabor levemente adocicado, a moderação é o caminho. O impacto de uma pequena quantidade de açúcar é minimizado quando o restante da sua alimentação é rica em proteínas e gorduras boas, mantendo o equilíbrio glicêmico.
Grãos germinados e novas opções de consumo
Para quem busca um nível superior de nutrição, os grãos germinados surgem como uma excelente alternativa. O processo de germinação ativa enzimas que facilitam a digestão e aumentam a absorção de minerais essenciais pelo organismo.
Essas opções costumam incluir leguminosas, que elevam o teor de proteína vegetal do alimento. Então, ao variar o tipo de pão, você garante uma gama maior de nutrientes para o corpo, fugindo da monotonia alimentar e fortalecendo a saúde.
É importante lembrar que o pão deve ser acompanhado de fontes de proteína, como ovos ou frango, e gorduras saudáveis, como o abacate. Mas atenção, pessoas com restrições severas ou doenças como a celíaca devem sempre consultar um médico antes de mudar a dieta.
