O pistache se tornou o novo aliado de quem busca uma vida equilibrada e cheia de nutrientes essenciais. Pesquisas recentes indicam que o consumo regular dessa oleaginosa pode transformar o funcionamento do organismo de formas inesperadas.
Segundo a nutricionista Taylor Berggren, do site especializado EatingWell, o pistache é uma fonte de proteína completa. Isso significa que ele fornece todos os nove aminoácidos essenciais que o corpo humano não produz sozinho.
Além das proteínas, essa pequena noz é carregada de gorduras mono e poli-insaturadas. Esses componentes são conhecidos por proteger o coração e melhorar o perfil lipídico de quem os consome com frequência.
O impacto direto na pressão arterial
Um dos maiores destaques do pistache é sua capacidade de auxiliar no controle da pressão arterial. Ele é rico em potássio, um mineral que ajuda a neutralizar os efeitos negativos do sódio no corpo.
Uma meta-análise de 13 ensaios clínicos randomizados confirmou essa tese. O estudo demonstrou que comer pistache está diretamente ligado a uma diminuição da pressão arterial sistólica, o famoso número superior da medição.
Mas os benefícios não param por aí. O alimento também contém cálcio e magnésio, que trabalham juntos para promover a saúde dos vasos sanguíneos e garantir um fluxo de sangue muito mais eficiente.
Proteção para os olhos e visão
As cores vibrantes do pistache, que variam entre o verde e o roxo, não são apenas estéticas. Elas indicam a presença de dois poderosos carotenoides chamados luteína e zeaxantina.
Essas substâncias são fundamentais para a saúde ocular. Elas atuam como um filtro natural na retina, protegendo os olhos contra os danos causados pela luz azul e prevenindo doenças graves.
Especialistas afirmam que o consumo regular ajuda a reduzir o risco de catarata e de degeneração macular. Então, incluir o pistache na dieta é uma estratégia inteligente para preservar a visão a longo prazo.
Controle de peso e saciedade
Existe um mito de que comer nozes engorda, mas a ciência prova o contrário. O pistache possui uma combinação única de fibras e proteínas que promove uma sensação de saciedade prolongada.
Dados de estudos publicados pela National Library of Medicine mostram que o consumo de pistache não está associado ao ganho de peso. Pelo contrário, ele ajuda a evitar o excesso de comida nas refeições.
Em um teste de quatro meses, voluntários que comeram 42 gramas de pistache por dia aumentaram a ingestão de fibras. Ao mesmo tempo, eles reduziram drasticamente o desejo por doces e alimentos ultraprocessados.
Saúde intestinal e glicose
O pistache também atua como um combustível para o intestino. Um estudo de revisão de 2023 relatou que a ingestão diária aumenta a presença de bactérias benéficas que produzem butirato.
O butirato é um ácido graxo essencial que serve de energia para as células do intestino grosso. Isso melhora a digestão, fortalece o sistema imunológico e ajuda a manter o corpo mais resistente.
Além disso, o pistache ajuda a estabilizar os níveis de glicose no sangue. Suas gorduras saudáveis retardam a absorção de açúcar, sendo uma excelente escolha para quem lida com pré-diabetes ou diabetes tipo 2.
Cuidados e recomendações finais
Apesar de todos os pontos positivos, é preciso ter atenção a alguns detalhes importantes. Pessoas com alergia a nozes devem evitar o consumo totalmente para prevenir reações anafiláticas graves.
O pistache também pode ser um risco de asfixia para crianças menores de quatro anos. Nesse caso, a recomendação de especialistas como Elizabeth Shaw é oferecer o alimento apenas na forma de pastas ou purês.
Quem sofre com pedras nos rins ou níveis elevados de potássio deve consultar um médico antes de exagerar. O pistache contém oxalatos, que em excesso podem favorecer a formação de cálculos em pessoas predispostas.
